Cadeado no Café

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Gustavo Ticiane

27 de fevereiro, estreia do Campeonato Paranaense, o Londrina recebe o Maringá no Café, às 19h15. Um dia antes, recebo a ligação do gestor de futebol do clube, Sérgio Luiz Malucelli, a conversa foi breve, o acerto também, escalado para a equipe de transmissão do jogo que aconteceria um dia após o contato de Sérgio.

Na manhã seguinte, reunião com o craque e meu ídolo, Carlos Alberto Garcia, escalado para comentar a peleja, o narrador Jefferson Oliveira e a equipe de transmissão. Tudo detalhado, acertado, “todos testados e negativados para a Covid”.

Cheguei ao estádio por volta das 17 horas, acompanhei a chegada do ônibus do clube e entrevistamos normalmente o técnico Silvinho, o zagueiro Marcondes e o meia Jean. Fomos surpreendidos por um toró daqueles, repórter tem dessas, quem está na chuva é pra se molhar, rs. Junto com a chuva, veio a indecisão sobre a realização da partida. Decreto estadual, MP, despacho do prefeito, e agora, José?

Por estar dentro do campo, vi de perto as tratativas da diretoria do Londrina e também do Maringá para que a partida fosse realizada. Ligações para o presidente da FPF, presidente da FEL e até para o prefeito. Tudo em vão.

O fim da história, todos já sabem, viatura da GM em campo, dirigentes e torcedores revoltados e jogo cancelado. Tenho ciência do vírus, prezo pela vida em primeiro lugar, mas não consigo administrar tudo o que houve no sábado.

Não vou entrar em méritos ou deméritos, mas cancelar o jogo duas horas antes de sua realização é algo no mínimo questionável.

Ou será que eu estou errado?!

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