Futebol: O esporte em que paixão, dom e transpiração, nem sempre são a fórmula perfeita

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Crevelloni em ação pelo Clube Atlético Cambé

Rafael Crevelloni é atacante e como todo menino que ama o esporte, tinha um sonho de se tornar jogador profissional de futebol. O início foi em 2007, lançado pelo folclórico Kanário na Lusinha Londrinense com 18 anos. O camisa 9 rodou por times de menor expressão, mas sempre com o faro de gol que lhe é peculiar. Rafa passou por Iguaçu de União da Vitória, Cambé, Porto (SC), Imbituba (SC), Botafogo (DF), Planaltina (DF), Nacional de Rolândia e Grecal. O meio-campista Ramon, ex-Atlético Mineiro e Seleção Brasileira Sub-20 foi seu melhor amigo na bola, apesar do começo promissor, Ramon também perambulou por times pequenos e encerrou a carreira no União Cacoalense de Rondônia.


Atualmente, aos 33 anos, Crevelloni admite que com o “nível atua do futebol brasileirol”, pode seguir jogando por pelo menos mais dois anos. Sua história é como a de muitos jovens que vislumbram uma carreira de glamour, status, milhares de dólares e que na realidade não é nada nem perto disso. A qualidade técnica, o esforço e até mesmo o “estar no lugar certo na hora certa”, muita das vezes não são garantias de um contrato bom e um passaporte europeu. A diferença de Rafael para a maioria desses casos é que ele conciliou os estudos, se formou e hoje, além de atleta, também é empresário. O futebol, onde ainda tem contrato na Portuguesa Londrinense, virou hobby e o sustento da família é inteiramente de sua empresa.


Apesar dos melhores jogadores de futebol possuírem contratos de centenas de milhões, o salário médio dos jogadores de futebol no Brasil é bem diferente. 88% dos jogadores ganham salários de até R$5 mil.


É o que revela uma pesquisa divulgada pela CBF, Statista e Ernst & Young sobre o esporte no Brasil.


O Brasil possui 7.020 clubes registrados, e 874 clubes profissionais ativos. A grande maioria está concentrada na região Sudeste com 39% do total, sendo Minas Gerais o estado com a maior concentração de clubes.

O retrato do país do futebol é esse, onde o talento e a transpiração, nem sempre são sinônimos de fama e dinheiro no bolso. 

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