QUE FIM LEVOU: HIGOR LEITE

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Reprodução

Higor Leite tem 28 anos e é natural de Campos Belos, interior de Goiás. Começou sua carreira no Fluminense de Conca, Fred, Diguinho e cia em 2013 e foi o camisa 10 daquele time do Londrina que jogava por música em 2018. Como esquecer as assistências de Higor para os gols de Dagoberto, Felipe Marques e Thiago Ribeiro?


O meia, que também é primo do pentacampeão mundial Kaká, está no Pyunik da Armênia há um ano e meio e conta como surgiu a oportunidade de atuar em um país distante, frio e que ele nunca tinha ouvido falar. “Vim parar aqui na pandemia, quando a situação no Brasil estava ruim, minhas últimas experiências no Brasil não foram boas, cheguei a ficar até 6 meses sem salário e o convite veio em bom momento, não pensei duas vezes e aceitei”, conta Higor. O camisa 10 não pensa em voltar tão cedo ao Brasil e salienta que o pagamento no futebol armênio é até adiantado, fora as premiações por vitórias.


No meio do papo, Higor me pergunta onde está Roberto Fonseca, a pergunta é pertinente, ambos se dão muito bem e trabalharam tanto naquele LEC fantástico de 18 quanto no Novorizontino. A resenha puxada por Higor sobre o professor, fez com que falássemos sobre a diferença técnica e tática do futebol gringo para o canarinho. “O Fonseca é um fenômeno, no Brasil é mais classe, mais individualidade, aqui fora evolui bastante em termo de tática, em jogar sem a bola, a marcar. Aqui todos os jogos temos uma estratégia para cumprir, o jogo é muito pensado e com várias estratégias, não se compara com o futebol jogado aí”, comenta Higor.

A moeda do país é o Dram, valor bem próximo ao real, um pouco mais valorizada, e a culinária é bastante interessante, tudo muito apimentado. “Eu fui comprar um lanche no shopping e eles não falam inglês, só russo e armênio, aí eu queria uma asa de frango assada, mas só tinha coxa e eu não conseguia entender, a situação foi constrangedora, até que a atendente levantou a perna e apontou pra a coxa, nessas horas a mímica é sempre uma aliada”, brinca o meio-campista.

A linguagem da bola também é universal e com ela nos pés Higor Leite se garante e segue fazendo sucesso seja no Brasil ou na Armênia.

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